Dia 9: projeto inovação educacional em foco

Hoje, em Tallinn, o dia começou com uma reunião no Innove, a instituição privada que ocupa o lugar de órgão executivo do Ministério da Educação da Estônia. A parceria público-privada funcionou muito bem para alavancar os indicadores nacionais de educação deste país. Mas foram dois outros pontos que me chamaram atenção especial.

O primeiro foi o fato de eles atribuirem ao Benchmarking que fizeram com a Finlândia o resultado de primeiro lugar da europa no ranking nacional de educação PISA. O segundo refere-se ao fato de eles terem as mínimas condições para aplicarem este modelo.

O sucesso da educação finlandesa está principalmente na valorização e capacitação dos seus professores. A Estônia já vem há alguns anos oferecendo sua atenção a estes profissionais e, por isso, quando se abriu ao conhecimento prático e estratégico da Finlândia, obteve sucesso.

Isso foi, mais uma vez, um lembrete para que essa visita sirva mais como novos inputs do que como base para qualquer avaliação ou comparação com o que temos no Brasil.

Durante essa viagem, tenho registrado muitos insights e compartilhando com o grupo de apoiadores da campanha de financiamento coletivo que possibilitou essa pesquisa. Mas gostaria de registrar um por aqui:

Eles valorizam muito o Lifelong Learning (aprendizagem continuada) e desejam que “aprender” seja configurado como um Lifestyle (estilo de vida). Vejo a aprendizagem continuada como uma estratégia de manutenção da qualidade da educação e, talvez olhando para o nosso patamar, como o início da transformação de um ciclo vicioso para um ciclo virtuoso. Porque ela possibilita não só o desenvolvimento continuado de profissionais como o desenvolvimento do ser humano em sua integralidade, visto que abrir-se continuamente ao aprendizado configura um mindset de consciência de nossas vulnerabilidades e da humilde necessidade de evoluir. Nesse sentido, é capaz de aprimorar a qualidade de ver e viver a vida – o que, em consequência, melhora a educação de nossas crianças.

Empresas precisam valorizar e estimular a aprendizagem continuada dos adultos. E isso não quer dizer aumentar salários conforme aquisição de títulos. O que as empresas fazem aqui é disponibilizar horas da jornada de trabalho para a realização de cursos eletivos e complementares. Escolas possibilitam cursos extras para professores e também para pais.

A mentalidade de “tenho sempre algo a mais para aprender” é estimulada como uma fome que nunca deve ser saciada.

Eis aí uma prática explícita de desenvolvimento sócio-econômico continuado, tendendo sempre ao crescimento, baseado na educação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s