Dia 8: projeto inovação educacional em foco

Hoje é domingo, dia das mães. O primeiro que vivencio desde que meu segundo filho nasceu. Mas não estou ao lado dele. Estou em Tallinn, capital da Estônia, numa viagem técnica para buscar insights em inovação educacional.

Do fundo do meu coração, não sinto mais saudade dos meus filhos hoje só porque é o dia das mães. Não me ocupo muito com isso. Todavia, o fato de eu estar longe deles parece que me disponibilizou uma nova reflexão nesse dia, sobre a maternidade.

Eu estava visitando um museu aqui em Tallinn, pela manhã de hoje, quando me veio a saudade e a imagem dos meus filhos à minha mente. Eu fechei meus olhos e coloquei-me a recordar o dia em que cada um deles nasceu. Os dois partos, tão diferentes e únicos, assim como eles!

Já escrevi para minha mãe e agradeci por todo exemplo que ela me deu, por tudo o que ela me permitiu ser. Mas foi quando parei para resgatar as fotos dos partos dos meus filhos que eu tive um insight:

A família (a “instituição” mais antiga) é o conceito que mais precisa ser inovado para alcançarmos melhorias na educação de nossas crianças. Porque ela é a base de tudo, o início de tudo.

Eu olhei para as duas fotos (uma do nascimento da Elisa e a outra do nascimento do Filipe) e nas duas estava também o meu marido. Me abraçando e os abraçando também. E pensei que eu não seria mãe (ou não poderia começar a ser mãe) se não fosse ele. Para gerar crianças, duas pessoas são necessárias. Para criar crianças, muitas pessoas são necessárias. E aí pela primeira vez eu vi um novo sentido naquela sugestão de trocar “o dia das mães” e “o dia dos pais” pelo “dia da família”.

Por quê nunca existe “só ser mãe” nem “só ser pai”. Sempre existe UMA FAMÍLIA.

Mesmo em se tratando das mães (ou pais) solos. Mesmo que aparentemente seja “só ela” (ou só ele) e a criança. Nunca é “só”. É sempre de UMA FAMÍLIA que estamos falando. Uma mãe e uma criança JÁ SÃO UMA FAMÍLIA. E é esse o conceito que precisa ser revisado, inovado. É esse valor que precisa ser estabelecido para que qualquer semente plantada na escola possa florescer.

Hoje, na minha ausência (física) para meus filhos, é minha família que aquece os corações deles. Meu marido, minha mãe, meu pai, minha irmã e meu cunhado. Eles todos estão lá. Sendo FAMÍLIA.

Acima de tudo o que envolve o fato de as MÃES precisarem ser lembradas e valorizadas neste dia (especialmente pelo histórico desdém que a sociedade tem para com essa “espécie” de ser humano que é SIMPLESMENTE A BASE DE TODA HUMANIDADE) eu precisava acrescentar o quanto nós somos FAMÍLIA.

Ser mãe é ser família.

E estar em família é a origem de todo florescer.

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