Dia 7: projeto inovação educacional em foco

Saí de Frankfurt hoje às 10h, de avião. Cheguei no hotel em Tallinn (Estônia) por volta das 14h30. Almocei e fui dar uma volta no comércio daqui. E agora estou descansando. Estou exausta!

Hoje não visitei escolas, até porque é sábado, mas queria contar sobre algumas reflexões que o dia tem me propiciado.

Estou com a cabeça cheia de ideias. Mil coisas. Mil e uma possibilidades. E, ao mesmo tempo, sem conseguir saber o que farei com elas todas.

A saudade está apertando.

Sinto-me sozinha, com saudade da minha família, numa cidade em que não conheço bem.

Tentei ler algum livro, assistir algum filme mas estão funcionando como mais inputs em vez de me relaxarem. O que fazem minha cabeça ficar ainda mais cheia.

Há algumas semanas eu palestrei em prol de uma ong de refugiados. Falamos sobre criatividade, claro. Mas ressaltei que não existe criatividade quando as necessidades básicas do indivíduo não estão satisfeitas minimamente (que é o que acontece com a maioria dos refugiados).

Eu não estou com fome, sinto-me segura, num lugar protegido, mas a saudade me balança. E, emocionalmente fragilizada, não consigo processar ideias.

Recentemente eu perdi algumas oportunidades por que elas chegaram em momentos que eu não estava emocionalmente preparada. Quando me coloquei para analisar o ocorrido, me propus criar um check-list de coisas que posso rapidamente fazer para me equilibrar, me fortalecer e cuidar dessa minha vulnerabilidade (aceitando-a como minha sem permitir que ela me prejudique).

O primeiro item do meu check-list é SENTIR. Dar o momento de processar sensorialmente o que me incomoda.

Depois é ouvir uma música reenergizante. Com fone de ouvido e preferencialmente olhando para uma paisagem bonita.

O terceiro ponto está em descarregar num papel o que sinto.

Depois, busco algo que faça eu me sentir acolhida e amada. Pode ser um abraço, uma ligação ou até mesmo uma boa comida.

E, no quinto passo, eu me disponho a racionalizar. Penso sobre o que aconteceu para resultar naquele incômodo ou naquela situação que me desequilibrou. Penso o que poderia fazer para ser diferente. Às vezes eu poderia ter feito algo que não fiz. Às vezes, não. Independente da conclusão, sinto que este passo me alivia bastante também.

Hoje eu me permiti gastar minha tarde no passo 1. E acho que escrever aqui já esteja funcionando como o passo 3.

Mas a reflexão é que, dicotomicamente, com criatividade também se encontra alguma solução possível para satisfazer a pirâmide das necessidades básicas. Obviamente considerando uma situação cuja a não-satisfação delas é temporária e não permanente – o que pressupõe que haja um mínimo de reserva de energia para ser investido no processo criativo focado na recuperação “básica”.

Lembro que faz parte da Criatividade a habilidade Coragem. E, num processo de reconhecer-se vulnerável, é de coragem que se precisa para transformá-la ao nosso favor.

E é impressionante como sinto-me melhor agora! Mesmo tendo ainda outros passos para seguir, cada um ao seu tempo.

Um abraço e até amanhã!

Um comentário em “Dia 7: projeto inovação educacional em foco

  1. Nossa! Como me identifico!
    E entendo que, como mae, sua necessidade básica de estar com os filhos para se reabastecer de energia, que não vem do alimento físico, está impactando!
    Mas como você disse, temos que nos permitir sentir! Gratidão por compartilhar!

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