Autoconfiança

A mente da criança não conhece o fracasso. Não tem a menor noção do que seja erro.

Essa é uma das razões pelas quais eu digo que as crianças nascem auto-confiantes.

Já percebeu como elas se amam?

Como elas sempre abrem um sorriso quando se vêm no espelho?

Como elas são bem humoradas na sua persistência?

Elas se divertem descobrindo as coisas e tentando realizar algo porque elas realmente acreditam que a qualquer hora vão conseguir. Elas tem uma certeza oculta, porém forte, de que são capazes! Elas confiam indubitavelmente nelas mesmas!

Autoconfiança é a quarta habilidade infantil que eu sugiro que nós, adultos, resgatemos se quisermos prosperar neste século XXI. Não é fácil… precisaremos esquecer muito do que aprendemos sobre a vida e sobre nós mesmos. Mas a boa notícia é que não falta profissionais dispostos a te ajudar nessa. E até mesmo muito conteúdo gratuito na internet possível de ser seu apoio nessa jornada de resgate da sua autoconfiança.

Como essa habilidade interfere na vida do adulto?

EM CASA:

Só conseguimos confiar verdadeiramente o outro quando confiamos primeiramente em nós mesmos. Nossas incertezas a respeito do outro são, na verdade, reflexo das incertezas que temos sobre nós mesmos. Por isso, é a nossa autoconfiança que nos permite criar e manter vínculos com base na confiança. O que, vale ressaltar, é pressuposto básico para relacionamentos respeitosos (com o filho, o marido, o pai) – o que garantem muito da nossa saúde e equilíbrio mental.

NO TRABALHO:

No cenário profissional e corporativo a autoconfiança é responsável pela forma com a qual você é visto e respeitado pelo seu ambiente de trabalho. É a autoconfiança que permitirá com que você se destaque ou se apague frente aos demais. Suas conquistas e a realização de todas as suas metas dependerão diretamente dessa sua habilidade.

Como nutrir essa habilidade nas crianças?

EM CASA:

Evite dizer para a criança que o que ela faz está errado. Busque agira de forma mais prática e específica dizendo que o que ela fez está inadequado ou é desrespeitoso. Pode parecer que não faz a diferença, mas o sentido de trocar essas palavras está baseado numa fundamentação cultural de que erro é ruim. Por isso, dado o contexto em que vivemos, “inadequado” e “desrespeitoso” são palavras que ajudam a criança a compreender seu equívoco sem minar sua autoconfiança.

Em vez de elogiar ou dizer palavras que denigrem sua competência. Prefira expressões como “Você consegue”, “Ainda não deu, mas em breve você será capaz de fazer isso”, “Uau, que legal você ter conseguido isso se esforçando, né? Como se sente agora?”.

NA ESCOLA:

Utilizar metodologias com foco em personalização da aprendizagem (o quanto for possível já ajuda muito).

Promover espaço de criação e apresentação de projetos pessoais conectados (ou não) à disciplina em questão.

Possibilitar um clima respeitoso em sala de aula a fim de evitar expressões pejorativas dos colegas quando uma criança levanta a mão para fazer uma pergunta ou apresenta um trabalho para toda a turma.

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