Persistência

A mente da criança não entende o NÃO. Esse é um aprendizado social. Por isso, só após alguns anos e alguns esforços, é que conseguimos compreender seu conceito. 

Essa é uma das explicações para a “teimosia” da crianca. A teimosia é como nomeamos a estratégia que toda criança utiliza para garantir que sua vontade seja realizada. Às vezes dá pra fazer e às vezes não dá pra fazer o que a criança quer, claro. Mas o fato é que essa é uma atitude naturalmente inteligente da criança que, mais tarde, na vida adulta, lhe fará tanta falta!

Persistência (que é um nome mais bonito e mais maduro para chamarmos a teimosia) é a segunda habilidade infantil que eu sugiro que nós, adultos, resgatemos se quisermos prosperar neste século XXI.

Como essa habilidade interfere na vida do adulto?

EM CASA:

Nas relações sociais e familiares a persistência é a habilidade que aprimora os vínculos e que favorece o exercício de retro-alimentação das relações. Ou seja, se algo não vai bem com o marido (ou a esposa), com os filhos, os irmãos ou os pais, é a persistência que promoverá atitudes de cuidado, de atenção e de reflexão para que seja possível diagnosticar pontos de melhoria e agir em direção a isso.

NO TRABALHO:

No cenário profissional e corporativo essa habilidade é extremamente valiosa porque amplia sua agenda de contatos. À medida que eles são nutridos e se transformam em relacionamentos, estes contatos passam a funcionar como recursos econômicos porque podem solucionar problemas para os quais você gastaria mais tempo ou, possivelmente, mais dinheiro.

Como nutrir essa habilidade nas crianças?

EM CASA:

Conseguimos manter a persistência acesa na vida adulta da criança se conseguirmos direcionar essa habilidade para as situações mais adequadas.

Para isso, a primeira dica é fazer combinados curtos, fáceis de entender (mediante a idade das crianças) e deixá-los sempre muito bem claros – você pode colocar frases ou desenhos que representem os combinados na parede ou na geladeira, por exemplo.

Mediante isso, atente-se para restringir seus “nãos” a essas “regrinhas”. Assim, quando a criança “teimar” com você, será mais fácil justificar seu posicionamento e conferir a noção de adequação.

A segunda dica é, sempre que ela desejar alcançar algo que não consegue, ou construir/desenhar algo que está difícil, estimule-a a continuar tentando, oferecendo pequenas ajudas (que contribuem mas não resolvem o problema para ela) e encorajando-a com expressões do tipo “tenho certeza que você consegue”.

NA ESCOLA:

Respeitar aquela expressão “de novo! de novo!” e permitir tempo livre para explorar brincadeiras repetidas vezes.

Propiciar experiências para as quais sejam necessárias teste e re-teste.

Oferecer e incentivar atividades para recuperar ou melhor o aprendizado que ainda não se apresentou em sua melhor performance. 

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